Domingo, 16 de Outubro, 2005 | 2 comentários | 
Assistindo a uma palestra no 1º Congresso de Tecnologia e Inovação da Bahia sobre RIA, voltei a pensar sobre algumas peculiaridades do Flash.
O Flash (às vezes) traz uma melhor interação com o usuário, de forma a deixar a navegabilidade mais cômoda e "divertida", e é bem usado em alguns hot-sites, projetos publicitários, dentre outros. Agora dizer que o Flash é acessível (como disse o palestrante), ao meu ver (sim, a minha visão de acessibilidade pode ser diferente) é inadimissível.
O site Pé na Trilha que por sinal foi um dos melhores trabalhos que vi no Brasil sobre o seguimento, demonstra a preocupação apenas com a interface junto ao usuário. Navegação fácil, interface bem desenhada e a idéia de carregar tudo na mesma janela. E onde fica a acessibilidade a diversos dispositivos e browsers? E os portadores de alguma deficiência que utilizam navegadores específicos ficarão impossibilitados de comprar algo nessa loja? E a indexação nos sites de busca (caso o comprador esteja buscando o produto pelo Google por exemplo)?
A resposta é que o Flash não é acessível, e nunca foi. Não estou aqui disseminando a idéia de que o Flash seja uma tecnologia péssima, longe disso. Conversando com o Bruno, vimos até uma bela e bem usada funcionalidade do Flash: streaming de vídeo. O problema é a filosofia que a Macromedia prega e diversos profissionais fazem mau uso dela. Precisamos pensar bem no todo: essa idéia de usar Flash para criar qualquer tipo de aplicação/projeto não está certo.
É possível criar aplicações que rodem na mesma janela, tenha interação quase instantânea com o usuário, utilizando apenas (x)HTML e JavaScript com requisição à servidor, o que chamamos de Ajax. Para exemplificar, o site Backbase oferece acessibilidade com o uso de requisições via Javascript.
Como toda empresa, a Macromedia precisa de Marketing pra sobreviver. Estão investindo pesado desde o início da proliferação do RIA, criando até um centro de estudos para a "internet rica".
Sobre a tal palestra, me fez até rir um pouco o modo como as pessoas que desconhecem os requisitos de acessibilidade se deixam levar por interfaces e animações belíssimas, e esquecem que por detrás daquilo existe diversas questões a se pensar.
Bem reforçado Ciro. É uma infelicidade as pessoas descartarem todas outras possibilidades de divulgação da informação por limitações estéticas na obra.
Infelizmente, meus conhecidos designers recusam-se a entender isso, e acredito que uma guerra fria está instaurando-se.
Afinal, web é um meio de ploriferar informação ou de demonstrar arte?
Lógico que a primeira resposta dos dois times é "As duas coisas, ou seja, informação com beleza". Mas frizo que um primeiro grupo está preocupadíssimo com a beleza do negócio, enquanto o grupo um pouco mais consciente sabe que a beleza é opcional.
Vou até escrever algo do gênero em meu site para constar como soldado dessa causa!
Abraços Ciro!
Bom dia,
Talvez para \\\\
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